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the old soul girl

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18
Ago23

As minhas recomendações #1

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Hoje apetece-me fazer um post sobre recomendações, que é algo que adoro fazer às pessoas da minha vida. Gosto genuinamente de partilhar quando encontro coisas interessantes para ler, ouvir, ver. Por isso, deixo aqui algumas delas, que tive o prazer de descobrir nos últimos tempos:

 

- Debaixo da Língua, podcast de Rui Maria Pêgo, da Rádio Comercial 

Se eu pudesse escolher uma pessoa "conhecida" (não gosto deste termo, mas também não gosto do termo "famoso") da qual gostaria de ser amiga, o Rui Maria Pêgo seria a minha escolha. Acho-o uma pessoa super interessante e cheia de mundo; é culto, é um comunicador nato e brilhante. As conversas que tem com os seus convidados, no podcast, são tão bem desenvolvidas, as questões que coloca tocam nos "nervos" certos, a sua presença na conversa torna-a melhor, mais profunda, mas nunca se sobrepõe ao convidado. É empático, é divertido, é carismático e faz as perguntas certas, da forma certa. Ainda não ouvi um episódio que não achasse interessante e no qual não tivesse aprendido algo ou ficado a pensar em algum tema de forma diferente. O episódio com o ator Nuno Queimado, por exemplo, tem estado a ecoar na minha mente há dias. O episódio com a apresentadora Maria Botelho Moniz é inspirador. O episódio com a Andreia Criner fez-me sorrir o tempo todo e, pela primeira vez, ouvi duas pessoas (a Andreia e o Rui) a descrever na perfeição o porquê de os concertos serem experiências tão mágicas e intensas. Aconselho vivamente a darem uma oportunidade a este podcast; eu tenho ouvido enquanto trabalho, enquanto passo a ferro, arrumo a cozinha, é uma excelente companhia. 

 

- Inacreditável, podcast de Inês Castelo Branco, da Rádio Comercial

Mais um podcast da Rádio Comercial que vale muito a pena. Confesso-vos que ainda nenhum episódio conseguiu superar o primeiro, que é sobre a experiência de Mónica, no tsunami de 2004, na Tailândia. Este primeiro episódio, que dá o pontapé de saída do podcast, é absolutamente avassalador e inacreditavelmente bom. Depois deste, há outros episódios interessantes e, como o nome do próprio podcast sugere, inacreditáveis. Histórias felizes, de coincidências, de situações engraçadas e que se tornaram em boas histórias para contar. A Inês é uma atriz incrível, como se sabe, mas vocalmente, a forma como narra e conta as histórias é envolvente e deliciosa. O que não é assim tão interessante, rapidamente se torna, através da sua voz, da tua entoação. 

 

- Série de Livros Cottonwood Cove, da Laura Pavlov

Sabem a sensação de alegria de ler um livro de uma escritora que não conhecem, mas que ficam imediatamente a adorar? E a sensação de histeria de descobrir que ela tem vários livros publicados, que ainda estão a aguardar por vocês? É uma das coisas maravilhosas da vida. Tinha o Into the Tide há meses no meu kobo, a aguardar ser escolhido. Protelei, li outros livros, até que decidi dar uma oportunidade a este, que é o primeiro da série Cottonwood Cove. É escusado dizer que adorei. Faço o disclaimer, desde já, que é um romance e, por isso, não criem a expectativa de que é um nobel da literatura à espera de ser reconhecido. É uma leitura leve, cativante, com direito a final feliz, que eu tanto gosto. Tem os ingredientes que eu adoro num romance: tem dual POV; as personagens são cativantes, não só as principais, mas todas as restantes; é steamy, o que significa que temos uma história de amor com intensidade; está bem desenvolvido, não é um insta-love. Depois deste, já li os dois a seguir e encontro-me a aguardar pelo 4º livro da série, que será publicado em setembro deste ano. No que toca a leituras, tenho dado preferência aos romances, porque são a minha zona de conforto, de desafio, de aconchego e felicidade. Mesmo que sejam clichés, adoro sempre ler sobre amor, sobre duas personagens que se cruzam, que se conectam, se amam e desejam. Vibro com elas, sofro com elas, fico feliz quando tem direito ao seu final feliz e acredito, genuinamente, que os romances são a minha grande fuga da realidade, porque o mundo fica suspenso quando estou perdida no mundo dos livros. Fazem-me sonhar, suspirar e deliciar. 

 

- Reputation, álbum de Taylor Swift

Não sei se alguma vez escrevi aqui sobre a Taylor Swift. Talvez porque nunca fui, nem sou, aquilo que se considera uma Swiftie. Sou, na verdade, alguém que inicialmente não gostava desta artista, não entendia o hype associado à mesma. E sou, também, a pessoa que ouviu o álbum Folklore e, depois, Evermore, e recolheu tudo aquilo que tinha lançado para o mundo anteriormente sobre esta pessoa. A Taylor Swift é um furacão musical e é raro assistir-se a um fenómeno desta dimensão, alguém que nasce na música country, consegue brilhar nesse registo e, ao mesmo tempo, desvincular-se do mesmo e abraçar outros estilos e fazendo brilharete em todos eles. Não sou, como já referi, uma Swiftie, porque não sou a fã dos anos iniciais, não gosto particularmente dos álbuns da Taylor adolescente, mas respeito-os. E sou verdadeiramente fã de trabalhos posteriores, como é o caso deste álbum, Reputation, que tenho ouvido em repeat e tenho adorado. Gosto da sonoridade, gosto das letras das músicas, da história e da mensagem que elas nos contam, gosto do facto de ser um álbum "chapada na cara, de luva branca" depois de uma época em que a Taylor esteve debaixo de fogo e a tentaram extinguir do meio. Não só não conseguiram, como libertaram a besta interior dela, no melhor dos sentidos, e nos proporcionaram esta maravilha musical. É especialmente bom ouvir este álbum assumindo esta perspetiva, imaginando-nos na pele dela ou simplesmente de alguém que passou pelas chamas e sobreviveu para contar a história. 

04
Ago23

Daisy Jones and The Six

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Todos temos paixões que nos acompanham desde sempre. A minha, a par dos livros, é a música. O cupido foi o meu pai, também ele um apaixonado, que me pedia para fazer compilações de músicas em CD's, dando-me listas das músicas que pretendia. Numa época onde ainda não existia Spotify nem as entradas USB nos rádios dos carros, os CD's eram a única opção para conseguirmos ouvir as nossas playlists. As viagens de carro, fossem curtas ou longas, eram sempre feitas com uma banda sonora a acompanhar-nos. Mais do que gostar de música, o meu pai é um entendido na história das bandas, dos músicos, das formações originais, dos sucessos e fracassos dos álbuns lançados. Enfim, uma verdadeira musicoenciclopédia ambulante, que me passou o "bichinho".

Fui uma adolescente que vivia com os phones colocados nos ouvidos, de manhã até à noite. Inclusive nos testes de avaliação, cheguei a pedir a professores para fazer as avaliações com música, porque me ajudava a concentrar e entrar no flow. Passei tardes de sábado a estudar na mesa da sala dos meus pais, com o agora extinto VH1 ligado, onde passavam programas das 50 melhores músicas de sempre, por exemplo. Lembro-me de descobrir tantas músicas e bandas através deste programa e de anotar no meu caderno os nomes, para depois ir pesquisar. Quando comecei a namorar, o nosso ponto de encontro era sempre na biblioteca municipal. Como chegava sempre mais cedo do que o meu namorado, ficava a ler livros sobre a história da música e biografias dos músicos que mais me fascinavam. Tirava apontamentos, fazia daqueles momentos uma verdadeira e autêntica sessão de estudo. 

Ainda hoje gosto de ler regularmente sobre o tema, ler entrevistas e reportagens de bandas e músicos, acho delicioso "perder-me" neste mundo musical. Curiosamente, nunca tive vontade de aprender música; o meu fascínio sobre recaiu sobre a história da música, das formações das bandas, como é que os elementos se conheceram, quais as suas maiores lutas e conquistas até conseguirem a sua grande oportunidade, os significados das letras das músicas, os dramas, o processo criativo, a influência do contexto social e histórico na criação da música, a música como "arma", como veículo de intervenção, muitas vezes, política e social. 

Por tudo isto, adorei ler o livro da Taylor Jenkins Reid, Daisy Jones and The Six. Não é um livro que recomende a toda a gente, não por não ser bom, porque é!, mas pela sua estrutura: todo o livro é em formato entrevista. Trata-se da história da banda fictícia Daisy Jones and The Six, a sua formação, ascensão e término. O livro consiste em dar a conhecer a história da banda, através de entrevistas aos vários elementos da mesma, que vão partilhando a sua visão dos acontecimentos. É um livro maravilhoso, que nos leva até aos anos 70, uma era musical e histórica muito rica e da qual saíram algumas das maiores bandas de todo o sempre, que ficaram eternizadas  na história, como é o caso de Queen, Fleetwood Mac, entre outras. São bandas, são músicas que ainda hoje ouvimos com a sensação de que estamos a ouvir algo inacreditavelmente bom e irrepetível. Não quero dar mais detalhes do livro, porque não quero estragar a experiência de leitura, de maravilha, de descoberta, que é ler este livro!

Depois de ler o livro e descobrir que o mesmo estava a ser adaptado para uma série da Amazon Prime, não descansei enquanto não devorei a série. É sempre difícil ver adaptações de livros a filmes e séries. Creio que é uma popular opinion que dificilmente os livros conseguem ser superados. No meu caso, já apanhei muitas desilusões nestas conversões de livros em filmes/séries, pelo que fui com medo para ver o primeiro episódio da série. Um medo que se revelou completamente infundável, porque a série está fantástica! Desde o casting, o respeito pelos acontecimentos e sequência do livro, o desenvolvimento e complexidade das personagens, a caracterização, os cenários, as músicas!!!! Não posso deixar de frisar aquele que, para mim, é o ponto mais incrível desta série: a banda! Se eu não soubesse, de antemão, que tudo isto é obra de ficção, eu acreditaria piamente que estava a ver um documentário de uma banda real. A qualidade das músicas, do álbum Aurora, que foi lançado, é espetacular. E ainda se torna mais incrível porque as personagens que dão vida e voz aos vocalistas da banda nunca tinham tido nenhuma experiência musical, como aconteceu com os outros atores da série e banda. Mesmo que não tenham interesse nenhum em ver a série, eu recomendo vivamente que ouçam o álbum (está disponível no spotify) do início ao fim e se deixem levar por uma viagem musical e temporal, que vos conduzirá aos sons, aos ritmos e à vibe tão característica dos anos 70. 

Assim, este livro é um tri-win: é um bom livro, é uma série muito bem conseguida e é um álbum espetacular. Através de uma "simples" história, foi possível criar três produtos, três obras de arte fantásticas.

Aproveito para incentivar a lerem esta autora, Taylor Jenkins Reid. Não há um único livro dela que seja mau! Todas as obras dela são incríveis, escritas de uma forma tão envolvente, que é difícil pousar o livro sem consumi-lo até à última página. O famoso The Seven Husbands of Evelyn Hugo, que está tão em voga graças ao BookTok, é famoso porque merece sê-lo: é fantástico e quero escrever sobre ele em maior detalhe no futuro. Mas não é apenas este livro da autora que é maravilhoso: é também o caso de Malibu Rising, Carrie Soto is back, Maybe in Another Life, Evidence of the Affair, Forever, Interrupted e, claro, Daisy Jones and the Six. De todas as características da escrita de Reid, a que me conquista sempre, em todos os seus livros, é o modo como constrói as personagens. Todas as personagens parecem reais, pessoas que acreditamos que existem ou existiram, cruas, complexas, falíveis, humanas. Essa proximidade e familiaridade com as personagens envolve-nos ainda mais na história, o grau de contacto é muito próximo. 

Por isso, deixo-vos aqui a minha recomendação para futuras leituras, uma série e um álbum de música. Deliciem-se :)  

I could've sworn this was the wayTell me again, why do we stayOn such a lonely, lonely, lonely road?You'd never guess, I'd never knowWe're on the same side and it's gonnaBe a lonely, lonely, lonely road

- The River, Daisy Jones and The Six 

 

17
Ago20

#6 Self-care Journal: List 10 new books to read

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Não sei se estes 10 livros serão todos novos, mas são aqueles que me apetece ler nos próximos tempos:

1. Heart Bones - Colleen Hoover 
2. Layla - Colleen Hoover
3. Being Mortal: Medicine and What Matters in the End - Atul Gawande
4. Aceitaçõ Radical - Tara Brach
5. The Guest List - Lucy Foley
6. His & Hers - Alice Feeney
7. O que faria Freud? - Sarah Tomley
8. O Corpo: Um guia para ocupantes - Bill Bryson
9. Memórias, Sonhos, Reflexões - C. G. Jung
10. The Simple Wild - K.A. Tucker

10
Ago20

#1 Self-care Journal: What is your favorite book of all time and why?

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Quando quero escrever, mas não sei exatamente acerca de que assunto, gosto de me inspirar em desafios. No ano passado, dediquei-me ao dos 30 dias de escrita e se no início pensei que seria uma excelente forma de explorar a escrita criativa e dar asas à imaginação, rapidamente percebi que cada uma daquelas 30 ideias de escrita servia o propósito de me por a reflectir e resignificar momentos e memórias. 

Pelo bem que me fez e pela quantidade de gavetas mentais que ordenei, achei que estava no momento de me entregar a algo do género. Desta vez, são 100 questões que visam o autocuidado e, claro, o autoconhecimento. 

A primeira questão é:

What is your favorite book of all time and why?

Eu considero sempre perto do impossível a ideia de escolher um livro favorito, assim como não sou capaz de escolher o melhor filme que já vi ou uma música favorita. A verdade é que não tenho apenas um, mas vários livros (e filmes, músicas, bandas, etc.) que ocupam um lugar especial no meu coração e, como tal, é ingrato selecionar apenas um. Até porque eu leio diferentes estilos literários e dentro de uma categoria poderá haver um que se destaque mais, mas no todo dos livros da minha vida, poderá ficar esquecido.
Por isso, vou optar por responder a esta questão guiando-me pelo livro que me surgiu de imediato na memória. Não será, seguramente, o melhor livro que já li, nem aquele que mais me impactou, mas é, sem dúvida, um dos livros que marca a minha vida. Falo-vos de A Lua de Joana de Maria Teresa Gonzalez.
Perdi a conta ao número de vezes que o li, mas posso assegurar que a cada leitura, me toca mais e mais. Este é um livro clássico, que li no inicio da minha adolescência e que me fez questionar.

Começou por me fazer questionar acerca do final, não por se tratar de um fim aberto, mas por não nos ser dado de forma direta. Na primeira vez que o li, passei os dias seguintes a tentar digeri-lo, questionando todos os meus colegas de escola se tinham compreendido o mesmo final que eu havia entendido. Queria certificar-me de que aquele desfecho trágico era real, porque não conseguia acreditar que algo tão triste pudesse acontecer a uma pessoa tão jovem, tão semelhante a mim e aos meus pares. Levou-me a questionar sobre a facilidade com que nos perdemos do nosso rumo e sobre a forma como podemos estar rodeados de gente e, ainda assim, nos sentirmos completamente sozinhos e abandonados. Fez-me pensar na invisibilidade e no modo como passamos tantas vezes despercebidos aos outros. Às vezes forçamo-nos a usar uma máscara que esconde toda a nossa dor, outras vezes nem precisamos de o fazer, porque o mundo anda tão rápido e as pessoas estão tão mergulhadas nas suas vidas e problemas, que não reparam nas dores que os outros carregam.
Mas o que mais me marcou e que ainda hoje trago comigo é aquele final, aquele pai, perdido na perda, de relógio na mão, entregue à triste e dura descoberta de que agora tinha todo o tempo do mundo, mas para quê? O melhor presente que podemos dar às pessoas que amamos é o nosso tempo, pois este tempo é, de igual modo, o nosso bem mais precioso. Escolhemos dar o nosso tempo sempre que escutamos, em vez de ouvir; sempre que vemos, em vez de olhar. Uma conversa real, em que ambas as partes se ouvem atentamente, se sentem compreendidas e abraçadas, vale mais do que qualquer bem material, por maior que seja o seu valor. Quando só restava a lua de Joana, o seu pai compreendeu que aquela tatuagem, com o relógio parado, traduzia um poderoso e gritante pedido, assente numa grande e cruel solidão.
Talvez por me ter marcado tanto e ainda estar tão presente em mim, mesmo depois de tantos anos, este livro será sempre um dos livros da minha existência. É de uma escrita tão simples e deliciosa, que nos envolve e prende. É de uma riqueza tão grande e alerta - tanto adolescentes como pais - para a forma débil e confusa como comunicamos. Tudo é comunicação, tudo é uma forma, um veículo de transmitir um pedido, uma mensagem. É preciso estarmos atentos uns aos outros, pois esta atenção é, também ela, uma forma de expressarmos todo o nosso amor.

19
Fev20

All your perfects

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Este blog começa mesmo a transformar-se, aos poucos, num clube de adoração a Colleen Hoover. Mas não consigo evitar tornar a falar de um livro dela, porque foi o último que li (terminei ontem) e foi, talvez, dos mais intensos que já li, se não me atraiçoa a memória. É imperativo escrever sobre este livro, porque, como já disse e torno a repetir, há livros que nos abalam, que nos viram do avesso e que nos transformam. Há livros que são arte, são magia e quando abertos, nos levam não só para outros mundos, mas também para mundos dentro de nós mesmos nunca antes conhecidos e explorados. All your perfects é um exemplo exímio desse tipo de livros. 

A primeira vez que ouvi falar deste livro foi no blog da Mariana Alvim, que faz parte da equipa das manhãs da RFM. A Mariana é uma leitora compulsiva e adora romances, já me "aconselhou" indiretamente a ler muitos livros devido às reviews que faz dos mesmos. E também é fã assumida da Colleen Hoover, pelo que, quando li a sua opinião sobre All your perfects fiquei imediatamente curiosa e com vontade de o ler. Sabia que o leria em inglês, porque ainda não está traduzido, mas sem qualquer problema porque cada vez aprecio mais ler em inglês e tem sido uma excelente forma de poupar uns euros, tendo em conta que os livros são bastante mais acessíveis.

Quando chegou a casa, coloquei-o na mesinha de cabeceira e posso afirmar, com segurança, que permaneceu na fila de espera uns bons meses. Sempre que acabava de ler um livro, olhava para ele e sentia que ainda não era o momento. Não sei se mais alguém partilha este traço estranho comigo, mas eu tenho uma espécie de feeling em relação aos livros. Preciso de sentir que estou na fase certa e plena para ler aquele livro em específico, da mesma forma que sei quando preciso de um time-out de determinado género e preciso de ir alegrar os olhinhos com outras leituras. Andei neste jogo durante algum tempo, porque sentia que este livro ia ser intenso, ia absorver toda a minha capacidade emocional, ia esvaziar-me e preencher-me em simultâneo. Atenção, não sabia muito da história, mas do pouco que sabia, sentia que seria um livro profundo e nada light. Aliás, nada do que a Colleen escreve é leve ou simples.

”If you only shine light on your flaws, all your perfects will dim.”

Posso confirmar que a minha intuição estava certa, porque este livro é tudo menos leve. Sinto-me drenada e arrebatada por ele. E não vou entrar em detalhe nenhum da história, porque ao fazê-lo iria estar a estragar qualquer coisa, ainda que mínima, e este livro não merece isso. Merece que quem o lê, vá completamente ao desconhecido, que se deixe levar, que se entregue e, meus amigos, que sofra. Porque vão sofrer, preparem-se para isso. Isto não significa que o final da história será uma tragédia, apenas significa que é um livro intenso, é forte, é emocional da primeira à última página. Mas também posso assegurar-vos que há um pouco de cada emoção, nem tudo é tristeza. Aliás, há momentos incrivelmente felizes e apaixonantes e é também por esses que sentimos tão intensamente esta história e sofremos tanto com as personagens. Posso dizer que sofri ao ler este livro, chegando ao ponto de me sentir inquieta e desassossegada em alguns capítulos, noutros senti que o meu coração e o meu peito iam arrebentar de tanto ar que sustive. Chorei muito, chorei tanto que o meu namorado olhou para mim, perdido de riso, e me veio acalmar, frisando que era apenas um livro.

Mas a questão é mesmo esta: sendo apenas um livro, não é apenas um livro. Tocou tantos aspetos e tantas dinâmicas com as quais me confronto diariamente. Fez-me questionar muitas coisas da minha própria vida e levou-me a posições e perspetivas novas, que eu nunca tinha experimentado antes, sobre os assuntos de sempre. Foi doloroso ler este livro, porque a história e as personagens misturaram-se com tantos episódios da minha realidade, despertaram-me para pensamentos e atitudes que não quero ter e que, ultimamente, têm sido frequentes. Mas foi igualmente transformador e libertador aceder a alguns lugares estranhos e perdidos dentro de mim e das minhas relações.

Há duas passagens em especial que me tocaram e quero partilhar. Uma está perdida algures neste emaranhado de palavras, outra é com a qual pretendo terminar este texto, que está completamente desformatado em termos de sentido e lógica, mas que se assemelha muitíssimo ao meu interior depois de ler um livro que me destabiliza, como foi o caso deste. Aconselho vivamente e asseguro-vos, por tudo que é mais sagrado, que a Collen não me paga nenhuma comissão por toda a publicidade que lhe faço. Apenas desejo que nunca deixe de escrever, porque nos iria privar de muita riqueza.

“What's the secret to a perfect marriage?'
'Our marriage hasn't been perfect. No marriage is perfect. There were times when she gave up on us. There were even more times when I gave up on us. The secret to our longevity is that we never gave up at the same time.”

11
Fev20

Como o "Isto acaba aqui" acabou comigo

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Sou uma fã assumida e orgulhosa da Colleen Hoover. Já foram diversos os textos que escrevi sobre o impacto dos seus livros em mim e sobre a forma como admiro o trabalho e o talento de Colleen. Só não me aventuro a criar-lhe um clube de fãs porque já devem existir centenas deles e o meu seria apenas mais um, perdido no universo. E depois leio o "Isto acaba aqui" e começo a reformular toda esta ideia de (não) criar um clube de fãs, porque quando eu achava impossível não me deslumbrar mais pelo trabalho de Colleen, ela é capaz de me surpreender e todo o seu talento se debruça sobre mim como uma avalanche.
Fiquei acordada até às tantas da manhã, num dia de semana, sabendo que teria poucas horas de sono, para acabar de ler este livro. E valeu cada segundo de sono perdido, porque o que perdi em descanso, ganhei em entusiasmo, euforia, tristeza, raiva, eu sei lá, toda uma montanha russa de emoções. O mais curioso é que eu não estava nada curiosa para ler este livro. Aliás, quando lia e relia a sinopse do livro, sentia que não era o tipo de livro que iria prender a minha atenção. Até que num belo dia, numa viagem pelo Goodreads, li uma resposta da Colleen a um fã, que a questionava qual dos seus livros mais gostava. Ao que a Colleen não se poupou a respostas politicamente corretas e, abertamente, disse que era o "Isto acaba aqui", por ser o livro mais pessoal e intenso que já havia escrito. E foi aqui que a coisa se inverteu para mim. Onde antes não havia curiosidade, do nada nasceu toda uma vontade de descobrir este livro e perceber se, afinal, era assim tão incrível como todas as pessoas no Goodreads comentavam, inclusive a própria autora do livro.
E ... o que dizer? O que dizer para além do óbvio e já dito por todo o universo de pessoas que leram este livro? É realmente incrível. É tão incrível que senti necessidade de escrever sobre ele, para que mais pessoas possam deitar os seus olhinhos nele e se deixarem levar por uma história que tem um pouco de tudo e em que não falta nada, mesmo nada.

Sempre que escrevo a minha opinião sobre livros, sou muito superficial, porque não quero, de forma alguma, dar spoilers. Nunca sei como conciliar falar do livro com entusiasmo sem dar demasiadas informações sobre a história, mas vou dar o meu melhor para vos tentar explicar o porquê deste livro me ter arrebatado, como eu nunca, nem nos meus maiores sonhos, imaginei.
O tema base e central deste livro é a violência doméstica. É a história de uma jovem de 25 anos, Lily, que cresceu a assistir a cenas de violência entre os pais, mais concretamente o pai a agredir a mãe. Conhecemos a Lily de hoje, jovem adulta, emancipada, a conquistar todos os sonhos que tem para a sua vida, e, ao mesmo tempo, vamos conhecendo a Lily do passado, com 15 anos, que assistia ao que ninguém deveria alguma vez assistir e ao impacto que todos esses episódios tiveram na construção da sua personalidade e na forma como se relaciona com os outros. E até aqui nada disto parece muito fascinante, mas posso dizer-vos que há uma pessoa especial que cresce com Lily, que a marca para sempre e posso também dizer-vos que surge uma pessoa no presente de Lily, que parece ser a pessoa perfeita, que se apaixona por Lily, por quem Lily se apaixona e por quem, também nós, leitores, acabamos por nos apaixonar a dada altura. Estas duas pessoas terão muito peso e influência na história de Lily, no rumo que a sua vida vai tomar, nas escolhas e decisões que esta terá de tomar.
Mas não é sobre a história de que vos quero falar, embora a tenha adorado. Adorei todos o detalhes dela, todos, todos. Adorei a forma como a Colleen conseguiu criar personagens tão dinâmicas e que, no final, nos fazem acreditar numa frase chave no decorrer deste livro: não há pessoas más, há apenas pessoas que por vezes fazem coisas más. Adorei a genialidade da autora em nos dar a conhecer o passado de Lily através das entradas dos seus antigos diários, que são deliciosas. Mas esta genialidade não se esgota e Colleen consegue escrever sobre as dinâmicas e os conflitos internos da violência doméstica de uma forma que nos envolve, que nos faz sentir que somos aquela vítima, que aquela poderia ser a nossa realidade e poderíamos ter de ser nós a ter de tomar tais decisões. Colleen alerta, em mais do que um momento, para uma questão que me tem passado em loop na mente: tendemos a dirigir os nossos pensamentos mais críticos e duros para aqueles que são vítimas de violência doméstica do que para os agressores. É-nos mais fácil julgar a mulher que não sai de casa, que não abandona o marido violento, pensar nela como fraca e frágil, até como pouco inteligente por cair sempre no mesmo engodo e na mesma armadilha de perdoar, por achar que não se voltará a repetir. E enquanto o fazemos, vamos deixando escapar impune os agressores, que não destroem apenas fisicamente as vítimas diretas, destroem-nas por dentro e destroem todos os que estão em seu redor. Mas, ao mesmo tempo, Colleen ainda nos consegue deixar sentir um pouco de empatia por estes mesmos agressores, mostrando-nos que estes também têm uma história e que, muitas vezes, também estes estão num sofrimento inesgotável. No entanto, Colleen nunca nos deixa cair na armadilha de pensar que ter uma história de vida difícil é um motivo ou uma justificação. É apenas isso: uma narrativa que nos leva a perceber que, novamente, as pessoas não são boas nem más. Apenas fazem coisas más por vezes. 

Há muito da vida, do passado de Colleen neste livro. Há vulnerabilidade, há a sensação de que a autora escreve este livro com um objetivo triplo: engrandecer a mãe, perdoar o pai e libertar-se a si mesma, rescrevendo a sua história ou, pelo menos, a forma como sempre olhou para a mesma. Hoje entendo o porquê deste ser o seu livro preferido e o mais difícil de escrever. A matéria-prima não só era densa, pesada, negra, como vinha de fontes próximas.
Poderia dizer-vos tanto sobre este livro e sinto que seria sempre insuficiente. Quem já o tiver lido, partilhe comigo nos comentários o que achou! Quem não o fez, faça-o, não se irão arrepender. Para mim foi apenas mais uma confirmação de que Colleen Hoover tem um talento que transborda, não tem início nem fim. Foi a confirmação, também, que, de quando a quando, aparece um livro que nos abala, que nos faz estremecer, que nos deixa a pensar, que nos transforma. Tudo nele é brilhante, até o próprio título.

E, em jeito de conclusão, termino com uma frase que me ficará gravada para sempre, que ressoou tanto dentro de mim, pelos motivos mais óbvios: quando a vida é difícil, parecendo não haver solução, há que continuar a nadar. Nem que pareça que apenas flutuamos ou que estejamos a afundar, nunca podemos deixar de nadar. Chegaremos à margem.

20
Dez19

2019 foi o ano em que ... #2

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... descobri a escritora Colleen Hoover. Sabem quando descobrem algo maravilhoso e se questionam como é que foi possível viverem tanto tempo sem saber que existia algo assim tão bom? Pronto, é assim que me sinto em relação à Colleen (olhem só para mim a tratá-la pelo primeiro nome, como se fossemos as melhores amigas)!

Comecei por ler o Confesso e não fiquei deslumbrada, embora ache que tenha sido mais culpa minha do que do livro. Não o li no momento ideal, o que fez com que não me envolvesse tanto na história como seria de esperar, porque esta tem todos os ingredientes para ser viciante. 

Depois aventurei-me no Caso Perdido e este sim, foi paixão à primeira página. Arrisco a dizer que foi dos melhores livros que li este ano e quando terminei, fiquei com uma sensação de vazio que somente os bons livros são capazes de provocar. O que me valeu foi descobrir que existia outro livro, o Uma Nova Esperança, que contava a mesma história, mas na versão do outro protagonista. Escusado será dizer que adorei e a sensação de vazio só amplificou. 

A essa altura, já considerava a escrita e a criatividade da Colleen fora de série. Não há dúvidas que a autora tem a capacidade de nos envolver em histórias deliciosas e que têm sempre um turning point, causando sempre surpresa e deslumbre. Assim aconteceu com o Amor Cruel, que li praticamente em duas noites, chegando ao fim sem sequer me aperceber. Inicialmente, senti que tudo se estava a desenrolar demasiado rápido, sem haver cadência e tempo para absorver a história e conhecer as personagens, mas adiante compreendi que até esse ritmo aparentemente veloz fazia parte da história que a Colleen criou. 

9 de Novembro esteve na mesinha de cabeceira algum tempo, não porque não tivesse vontade de o ler, pelo contrário, mas pela certeza de que assim que o iniciasse não seria capaz de parar. Dito e feito. Sofri com as personagens deste livro como se todos os infortúnios estivessem a acontecer-me a mim e confirmei que a Colleen tem um dom que só lhe permite criar histórias incríveis.

E eis que é lançado o Verity, que foi um autêntico murro no estômago de tão assustador e fantástico que é, tudo ao mesmo tempo. A Colleen afasta-se completamente do seu registo habitual, mas só comprova que escreve bem qualquer coisa, até mesmo uma lista de tarefas. A sério, este livro é tão intenso, chega a ser macabro, que quando o lia, tinha necessidade de fazer pequenas pausas para recuperar a respiração e desenrolar o nó criado na barriga. 

O último que li, li em inglês e foi o Maybe Someday. Este é apenas o primeiro de três e posso assegurar que os restantes já foram encomendados e estão a caminho, porque este livro não é apenas um livro. É uma obra de arte que concilia a escrita com a música. A Colleen colaborou com o músico Griffin Peterson e todas as músicas escritas pelas personagens na história existem na realidade, pela autoria deste músico. Deixem-me fazer um parênteses para falar um bocadinho acerca de Griffin Peterson: as músicas são espetaculares! Não sei se é por ter lido os livros (sim, porque além das músicas do Maybe Someday, o cantor também escreveu duas, uma inspirada no 9 de Novembro e a outra no Amor Cruel) e a história de todos eles ainda estar tão presente em mim, mas dou por mim a ouvir as músicas dele em nonstop. E sempre com uma sensação de felicidade e paz a acompanhar. Aconselho-vos vivamente a ouvirem, porque é mágico. 

Posto isto, a Colleen ocupa, sem qualquer sombra de dúvida, um lugar cativo na minha biblioteca e no meu coração. Continuarei a ler todos os livros já publicados que ainda me faltam ler e lerei todos os que forem publicados no futuro. Para mim, foi uma das descobertas literárias mais felizes que fiz em 2019. 

12
Nov19

9 de novembro

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Pirosa como a minha irmã gosta de me apelidar, tinha de começar a ler o livro "9 de novembro" da Colleen Hoover precisamente no dia 9 de novembro. Não sei se foi pelo desejo de cumprir a profecia do título, mas a verdade é que o livro já estava há demasiado tempo na mesinha de cabeceira à minha espera. Fui priorizando outras leituras, mas sempre com a sensação de que estava a deixar pendente algo importante. E não me enganei.
Ainda está para surgir o livro da Colleen Hoover que eu leia e não goste. A sério, será que existe algum que não seja maravilhoso? É que além de nos presentear com uma escrita envolvente, a autora ainda nos delicia com personagens apaixonantes, histórias e destinos que se cruzam com magia e surpresa. Começamos a ler pensando que sabemos como vai acabar, mas surgem reviravoltas inesperadas, que nos provocam agitação, calafrios e, por momentos, nos fazem suster a respiração. Foi assim com todos os livros que li até ao momento. Não consigo ler sem sentir um tsunami de emoções a invadir-me. E quando termino, as personagens acompanham-me por longos períodos de tempo, adquirindo um espaço próprio na minha vida.
O "9 de novembro" é uma história linda, incrivelmente bem escrita e ainda melhor conduzida. Cada capítulo é uma surpresa, uma descoberta intensa e impossível de prever. Fez-me tanto lembrar uma das minhas trilogias cinematográficas preferidas: before sunrise, before sunset e before midnight. Fez-me sentir tudo à flor da pele, o bom, o mau, o bonito, o feio, a vida e a morte.
Ontem, 11 de novembro, a leitura estava concluída. Se perdi algumas horas de sono? Perdi. Mas na vida as perdas e ganhos são sempre subjetivos. Acho que ganhei muito mais do que me seria possível se tivesse interrompido a leitura. Não conseguia, nem que quisesse. É como estar numa montanha russa, prestes a deslizar a alta velocidade e querer sair. Não dá, já lá estamos, agora só podemos sair quando o percurso chegar ao fim.
A sério, aconselho muito esta autora. Qualquer obra dela é fenomenal. Acaba de ser lançada uma nova obra e hoje já chegou cá a casa. Porque é aquele tipo de escritor que até a lista de supermercado desejaríamos ler.

P.S - Só mudaria a capa. Acho-a feia e, depois de ler o livro, sinto que nem sequer se adequa à história. Mas pronto, apliquemos o sábio conselho de não julgar o livro pela capa!

05
Nov19

luto de um bom livro

girl

Estão familiarizados com aquela sensação de terem lido um livro tão bom, que vos prendeu desde a primeira página e cujas personagens transitaram de imediato para a vossa esfera, e não o conseguirem ultrapassar? De, por um lado, quererem avançar para uma nova leitura, mas por outro, sentirem-se ainda presos à história que terminaram recentemente de ler? Como se partir para um novo livro fosse uma espécie de traição para com o livro terminado? 

Que raio de luto é este? Esta sensação ora de vazio, ora de tristeza, ora de revolta? E quando chega a tranquila fase de aceitação? De que foi bom, maravilhoso, talvez do melhor que já lemos, mas que, como tudo na vida, teve o seu fim?

Quando leio um livro que me deixa neste estado de angústia, sem saber se devo avançar ou deixar-me estar, marinando nesta sensação de nostalgia e saudade, sei de imediato que jamais o esquecerei. É tal e qual uma morte: o livro termina, mas vive para sempre dentro de nós. 

15
Out19

Ressaca emocional

girl

É oficial: estou de ressaca emocional. Os sintomas? Sensação de vazio, de perda, vontade de "consumir" mais e ter o pensamento completamente bloqueado e preso no objeto aditivo. Por um lado, dói; por outro, sabe muito bem. 

Falo-vos da única ressaca que tive e tenho na vida: aquela que é provocada após a leitura de um bom livro. Ontem terminei de ler "Sleepness in Manhattan" da autora Sarah Morgan e posso já assegurar duas coisas: 1) fui imediatamente comprar os dois livros seguintes desta coleção; 2) não consigo parar de pensar na Paige e no Jake Romano. A sério, que história tão boa! Tão viciante! 

Foi o primeiro livro que li em inglês. Estava com algum receio que a leitura se tornasse cansativa, porque embora domine bem a língua inglesa, há sempre termos e expressões que desconheço. No entanto, foi uma agradável surpresa: não só li maravilhosamente bem, como fiquei cheia de vontade de continuar a ler em inglês. Há sempre perdas nas traduções, há expressões difíceis de traduzir na íntegra que, ao lermos na sua forma original, fazem muito mais sentido e são muito mais bonitas. Esta descoberta abriu ainda novos horizontes: agora já posso comprar todos os livros que tenho na minha lista de desejos que, por ainda não terem um versão portuguesa, estavam em stand-by. Todo um novo mundo se abre!! 

Mas voltando à minha ressaca. Gosto tanto de ler um bom livro, mas a despedida custa tanto. Quando começo a sentir que são as páginas finais, bem tento demorar, saborear ainda mais a leitura, mas é tão difícil conciliar a vontade de devorar o livro com a de o prolongar. Quero mais, quero saber mais desta história. E quem fala desta fala de tantas outras que tenho lido e me têm deixado autênticos buracos no peito.

Aconteceu-me exatamente o mesmo com o livro Hopeless da Colleen Hoover. A única coisa que salvou o meu desespero foi ter descoberto que havia um outro livro da autora, o Hope, que contava a mesma história, mas pela visão do outro protagonista. Ainda assim, quando terminei o segundo livro, a queda na realidade foi dolorosa. Ainda andei uns dias em negação, incapaz de conseguir pegar num novo livro de tão amarrada que estava à história.

Sei que tudo isto parece ter saído diretamente do discurso de uma doida, mas acredito que quem lê sente o mesmo. Ler é tudo isto e muito mais. Por isso é que esta ressaca emocional é tão ambivalente: custa dizer adeus a uma boa história, mas vale tão a pena. Cada livro capaz de me provocar esta avalanche de emoções, faz-me um bocadinho mais feliz. Mais sonhadora. Mais viva. Como uma autêntica adição. 

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