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the old soul girl

the old soul girl

24
Ago20

#11 Self-care Journal: Journal what you love most about your closest friend or family member.

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Para responder a este desafio, a primeira pessoa que me veio à mente foi a minha irmã. Escolher uma entre milhares de características da minha irmã que eu adoro é ingrato, mas não é difícil. O riso dela e o sentido de humor que partilhamos. A minha irmã é, muitas vezes, a única pessoa que se ri das mesmas coisas que eu. É a única que vai às lágrimas, de tanto rir, comigo, porque achamos piada às mesmíssimas coisas. Eu adoro esses momentos em que achamos que encontramos uma coisa hilariante, em que nos rimos como umas perdidas, e quando partilhamos com alguém, a reação não acompanha a nossa. É como se este sentido piadético fosse uma coisa só nossa, uma linguagem que somente nós partilhamos e eu adoro isso nela. 

19
Ago20

vulnerabilidade

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“Vulnerability is the birthplace of love, belonging, joy, courage, empathy, and creativity. It is the source of hope, empathy, accountability, and authenticity. If we want greater clarity in our purpose or deeper and more meaningful spiritual lives, vulnerability is the path.” - Brené Brown

A meditação de hoje foi sobre vulnerabilidade como forma de autocuidado. Ser vulnerável é uma das missões impossíveis na minha vida. Sabem aquele conjunto de crenças parvas que carregam convosco, mesmo tendo a perfeita noção de que não vos servem de forma alguma, apenas vos pesam? É como eu me sinto em relação a ser vulnerável. Não me permito sê-lo, embora conviva com conforto e tranquilidade com a vulnerabilidade dos outros. Faz algum sentido? Eu sei: nenhum

Com esta meditação, fui levada a refletir acerca do significado que atribuo a ser vulnerável e o que me impede de o ser. O que procuro evitar quando escondo dos outros as minhas angústias, ansiedades e medos? O que diz isso acerca de mim?

Para mim, ser vulnerável é sermos capazes de dizer, sem medos, o que vai dentro de nós, sobretudo quando são coisas menos boas ou difíceis. É uma nudez emocional, é sermos quem somos por inteiro, sem recear o que os outros vão pensar ou se vão gostar de nós. É abrir as portas da nossa alma e convidar os outros a conhecer os nossos recônditos, sobretudo os mais obscuros. É ser visto e estar confortável debaixo da luz dessa atenção. É assumir que não somos perfeitos e inquebráveis. Um assumir que não é lógico, porque cognitivamente todos sabemos que não somos perfeitos; mas emocionalmente, nem sempre compreendemos que essa perfeição é impossível. Digo, muitas vezes, que o meu coração e a minha cabeça tem de andar a ritmos semelhantes para as coisas me fazerem sentido. O que entendo com a mente, nem sempre aceito no coração. 

Então, porque me custa tanto deixar-me ser vista pelos outros? Acho que não me sinto confortável com a atenção. Não gosto de ser notada, nunca gostei. Sempre me senti muito envergonhada quando, de repente, os olhos se voltam para mim e todos esperam algo de mim. Mas acho que também receio mostrar-me ao mundo, tal como sou, e a reação ser negativa. Tenho medo de não ser aceite pelo que sou, embora saiba que ser aceite por algo que não sou não tem qualquer valor. É como se o meu núcleo central fosse tão precioso para mim, tão frágil, que tenho receio do que possa acontecer se o trouxer à luz para todos verem. 

Ser vulnerável implica ser capaz de pedir ajuda quando precisamos. Não é uma questão de "se precisarmos", é mesmo "quando", porque todos precisamos uns dos outros, nem que seja num momento da nossa vida. Nem sempre tive dificuldade em desabafar, até era algo que quando era mais nova fazia sem esforço. Mas à medida que fui crescendo, as defesas e resistências foram crescendo, comecei a sentir que não valia a pena estar a partilhar as minhas coisas com o mundo. Para quê? Vou chatear alguém e vou chatear-me a mim mesma, por ter de estar a repetir o que já sei. Mas depois, quando, esporadicamente, o faço com alguém próximo, parece que não sei falar, porque não falo, despejo informação. Começando a falar, não consigo parar a torrente de emoções e pensamentos e ideias que tenho. Nesses momentos, apercebo-me que tenho mais necessidade de me abrir com os outros do que quero assumir. Acima de tudo, tomo consciência do bem e da falta que tal me faz.

Olho para a minha situação familiar. Estamos a viver este drama há dois anos. Sabem a quantas pessoas fui capaz de contar o que se passa na minha vida? Apenas a uma. O meu namorado não conta, porque não precisei de lhe dizer nada, ele esteve sempre lá, desde o começo, assistiu a tudo sem precisar que eu o pusesse a par de alguma coisa. Apenas fui capaz de contar a minha história a uma pessoa. Não tenho mais pessoas na minha vida confiáveis, com quem poderia partilhar? Tenho. Lembro-me, de imediato, de mais três ou quatro pessoas a quem gostaria de contar. Mas não o consigo fazer. Não consigo correr o risco. Como é que começaria? E porquê agora? Passados dois anos? Como é que lidaria com a sua abordagem ao meu problema? Sinto vergonha. Uma vergonha que me paraliza, que me faz querer esconder e não ser vista. Para mim, a dificuldade de ser vulnerável é mesmo essa: ser vista. 

Mas o que temo que os outros vejam? Porque é que é tão fácil para mim ajudar alguém, mas tão difícil pedir ajuda quando sou eu que estou a necessitar? Porque é que eu sei que ser vulnerável não tem nada a ver com ser fraco mas, quando penso sê-lo, sinto-o como fraqueza? Porque é que tenho tanto receio de me mostrar ao mundo, mas gosto tanto quando vejo outras pessoas fazê-lo, sem amarras? 

Sei que perco muito quando me fecho na minha prisão interior. A vulnerabilidade é o caminho. É a irmã gémea da autenticidade e da verdade. Lembro-me muitas vezes de um episódio sobre o qual já escrevi, em que desabei num choro incontrolável, num grupo que esperava ouvir a minha resposta. Aquele dia, em que nenhuma defesa estava activa, foi o dia chave para fechar o luto da minha avó. Só foi possível concluir esse capítulo e integrar essa experiência quando libertei com a carga emocional que trazia comigo. Porque os significados, as reformulações, os pensamentos já estavam todos alinhados, mas faltava-me a expressão emocional. Em palavras simples: faltava-me chorar e sentir aquela dor toda. Aquele momento de vulnerabilidade, ainda hoje quando penso nele, me arrepia. Não era eu ali e, ao mesmo tempo, estava ali tudo que sou. Só ganhei com aquela experiência e, mesmo assim, não consegui ainda ser capaz de tornar a repetir. 

É por isso que esta é a minha missão impossível. Não é impossível, na verdade, mas é a minha missão. É o meu desafio. E mexe com muitas outras variáveis que só começo agora a conhecer e combinar. Mas o caminho é por aqui. 

19
Ago20

Apesar de tudo ...

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Ontem, quando já tinha desligado a luz e me preparava para adormecer, recebi uma mensagem do meu pai a desejar-me boa noite. Todas as noites, desde que saiu oficialmente de casa, me envia uma mensagem de boas noites, com direito a coração. E todas as noites eu olho para aquela mensagem e penso "apesar de tudo ...". 

Apesar de não sermos mais a família que eu tanto adorava e que desejaria que para sempre fossemos, continuo a ter o amor incondicional e presente dos meus pais. Cada um deles, à sua maneira, continua a ser uma fonte de amor, segurança e conforto. Perdi uma família, mas não perdi os meus pais. Eles, sobretudo a minha mãe, perderam muito mais do que eu. Eu perdi uma estrutura e uma configuração, mas permaneceram os laços, o amor continua ali, disponível para mim. 

Apesar de não vivermos juntos, continuo a ver o meu pai todos os dias. Ele faz questão de me ligar de manhã a desejar um bom dia e todas as noites me embala com uma mensagem. Talvez até o sinta mais presente agora do que quando morávamos debaixo do mesmo tecto e praticávamos horários e rotinas tão diferentes que, muitas vezes, só o ouvia chegar e isso era tudo que sabia dele. 

Apesar de tudo o que nos aconteceu, sobrevivemos e estamos a começar a aprender a viver. Percebemos que nos momentos difíceis, as pessoas fogem-nos. Se há coisa que esta experiência me ensinou foi que as pessoas têm muita dificuldade em lidar com as dores alheias. Talvez por não saberem o que dizer e como agir, optam por se afastar, acreditando que as coisas, com o seu tempo, encontrarão o seu rumo. É verdade, o tempo ajuda a sarar algumas feridas, mas há muito trabalho que temos de ser nós mesmos a fazer. Por vezes, fraquejámos e precisamos que alguém nos incentive a regressar ao caminho. Ainda não entenderam que, muitas vezes, não queremos respostas para as questões que levantamos. Apenas queremos que nos ouçam e entendam a inquietação que se esconde nas entrelinhas das nossas perguntas retóricas. É nestes momentos que conhecemos as pessoas com quem podemos contar. Percebi que estávamos muito sozinhos, mas que, na verdade, não são precisos muitos, desde que os poucos sejam bons. 

Apesar de tudo, e de esta situação nunca ser desejada, podemos ser felizes. Apesar de tudo que nos foi roubado, há tanto que ainda temos. 

18
Ago20

#9 Self-care Journal: If you could act in any movie, what character would you like to play and why?

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Celine do Before Sunrise (e também Before Sunset e Before Midnight)

When you talked earlier about after a few years how a couple would begin to hate each other by anticipating their reactions or getting tired of their mannerisms-I think it would be the opposite for me. I think I can really fall in love when I know everything about someone-the way he's going to part his hair, which shirt he's going to wear that day, knowing the exact story he'd tell in a given situation. I'm sure that's when I know I'm really in love.

Esta trilogia - Before Sunrise, Before Sunset e Before Midnight - está no meu pedestal de melhores filmes de sempre, ocupando um lugar generoso no meu coração. Assim que li a pergunta, soube de imediato que gostaria de estar no papel de Celine. Não no sentido de representar este papel, mas de o experienciar verdadeiramente. Adoraria viver uma aventura como Celine e Jesse que, sendo perfeitos desconhecidos, decidem ir explorar Viena juntos até o próximo comboio do dia seguinte os levar a destinos diferentes. Adoraria perder-me pelas ruas de Viena e perder-me, de igual modo, na viagem que é conhecer alguém do qual não sabemos rigorosamente nada e, ainda assim, ficar a conhece-lo melhor do que tanta gente que faz parte da sua vida há tanto tempo. Adoraria correr riscos e aventurar-me mais vezes, dar mais saltos de fé no vazio, sem pensar tanto nas consequências. Adoraria perder-me em conversas como Celine e Jesse, acerca da vida, do amor, da morte, dos sonhos e das desilusões. Adoraria ter tempo para poder fazer tudo isto, sem pressas. Adoraria parar mais vezes e olhar com mais atenção para tudo que me rodeia. 

If there's any kind of magic in this world... it must be in the attempt of understanding someone, sharing something. I know it's almost impossible to succeed... but who cares, really? The answer must be in the attempt.

18
Ago20

As melhores férias

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A Ana, que já se apercebeu que eu gosto de desafios, lançou-me o de vos falar das melhores férias num máximo de 100 palavras. Ana, o desafio não será partilhar as melhores férias, mas sim ser capaz de o fazer recorrendo só a 100 palavras. Mas, challenge accepted, bring it on!

Quando te perdes é quando a verdadeira aventura começa” diz-me um estranho simpático, atento à minha falta de orientação. Barcelona é cor, luz, juventude, arte e liberdade. As longas caminhadas, ora subindo, ora descendo. As dores de pescoço de tanto olhar para cima e vislumbrar arte a cada passada e cada esquina. A explosão de sabores do Boquería e do Pura Brasa. A liberdade daqueles passeios de bicicleta, com o cabelo ao vento e o sorriso estampado na cara. A felicidade no estado mais puro dos espetáculos da Fonte Mágica. A dor na partida, com a promessa de um regresso.

18
Ago20

#8 Self-Care Journal: Describe your perfect beach day.

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O meu dia de praia perfeito é céu azul e sol ao alto. É um dia quente, com um ligeira brisa suave, que não incomoda, pelo contrário, completa a perfeição deste quadro. É enterrar os pés na areia escaldante e ir a correr até à areia molhada para não ficar com eles todos queimados. É estender a toalha à pressa, tirar a pouca roupa, arrumar tudo à velocidade da luz e ir de imediato à beira-mar avaliar a temperatura da água. É sentir a água quente (um conceito que varia de pessoa para pessoa, de acordo com o termóstato interno de cada um) e ir avançando com as ondas, sem medos, até ao momento que a água já nos toca na barriga e a única opção é mergulhar. É flutuar na água, de braços e pernas abertas, como as estrelas do mar, e olhar para o céu azul e sentir o sal e sol no rosto. É ir com as ondas, brincar no meio destas, sentir o corpo leve e solto, como se não nos pertencesse. É ficar com os dedos enrugados, semelhante às uvas passas, e olhar para o areal e ver famílias, grupos de amigos, namorados, crianças, todos a divertirem-se, alheios a todos, vivendo o momento presente. É regressar à toalha e fazer dela a melhor e mais confortável cama. É sentir o sol queimar cada poro, as gotas de água a deslizar pelo corpo, os lábios salgados e uma felicidade estúpida e simples no rosto. É fechar os olhos e quase ceder ao sono, mas resistindo sempre, ouvindo vozes alternadas aqui, ali e acolá, as ondas a arrebentar, a conhecida "olha a bolinha!!". É sentir o batimento do nosso coração e ter a certeza de que a praia é um lugar de encontro, onde podemos apenas ser. É ser devorado por uma fome cuja origem é desconhecida, mas que nos faz querer comer este e outro mundo e, ainda assim, não ficar saciado. É caminhar pelo areal, alternando o olhar entre o horizonte do mar e as conchas e búzios que se escondem entre os nossos pés. É sentir o corpo mole e cansado de não fazer rigorosamente coisa nenhuma. É ser apanhado numa moleza que convida a sesta, que atenua todos os pensamentos e estimula todos os sentidos. É chegar a casa e tomar um banho que limpa todo o sal e areia, hidratar o corpo e senti-lo quente e queimado, vestir uma roupa leve e solta, olhar ao espelho e ver as bochechas rosadas, o cabelo molhado e livre, o sorriso de quem usufruiu e foi feliz. 

17
Ago20

#7 Self-care Journal: top 10 travel destinations

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Quando me pedem para enumerar sítios que gostaria de conhecer, o meu cérebro fica em modo estático e não consegue decifrar a mensagem. Eu adoraria conhecer o mundo inteiro, pelo que me parece difícil selecionar apenas 10 destinos. Simultaneamente, há locais que gostaria de visitar pela sua beleza e história, mas a sua situação atual faz-me ficar um pouco receosa, como é o caso de quase toda a América do Sul. Mas enfim, deixemo-nos de conversas e vamos lá embarcar nesta jornada. Em alguns casos especificarei cidades, noutros apenas direi os países, porque há países em que gostaria de conhecer muito mais do que apenas uma cidade:

1. Nova Iorque

 

2. Islândia

 

3. Grécia

 

4. Suiça

 

5. Aústria

 

6. Canadá

 

7. Amesterdão

 

8. São Francisco

 

9. Croácia

 

10. Vietname

 

17
Ago20

#6 Self-care Journal: List 10 new books to read

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Não sei se estes 10 livros serão todos novos, mas são aqueles que me apetece ler nos próximos tempos:

1. Heart Bones - Colleen Hoover 
2. Layla - Colleen Hoover
3. Being Mortal: Medicine and What Matters in the End - Atul Gawande
4. Aceitaçõ Radical - Tara Brach
5. The Guest List - Lucy Foley
6. His & Hers - Alice Feeney
7. O que faria Freud? - Sarah Tomley
8. O Corpo: Um guia para ocupantes - Bill Bryson
9. Memórias, Sonhos, Reflexões - C. G. Jung
10. The Simple Wild - K.A. Tucker

14
Ago20

#5 Self-care Journal: 10 beauty self-care ideas to try

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As minhas ideias de beleza e autocuidado são muito básicas e assentam numa premissa simples: cuidar do interior é também uma forma de cuidar do exterior. Por isso, seguem as dicas que pratico no meu quotidiano, alternando entre a camada externa e interna:

1. Beber água

É um desafio para pessoas que, como eu, podem passar um dia inteiro sem sentir sede. O truque (que funciona comigo) é ter sempre uma garrafa de água e ir bebendo ao longo do dia, em quantidades menores, mesmo que o corpo não manifeste grande vontade. O foco é estabelecer um objetivo de x litros por dia e orientar forças para a concretização desse mesmo objetivo. O meu são os 2L diários e tenho-me superado!

2. Hidratação

Além da hidratação via ingestão aquosa (ver dica 1), é importante cuidar da pele (e também cabelo). Para mim, que sou uma preguiçosa no que diz respeito a estas coisas, aplicar creme hidratante todos os dias é um feito. O meu mindset passou a ser o seguinte: uma ação só se torna um hábito depois de ser praticada n vezes. Por isso, comecei a aplicar creme diariamente, a aproveitar esse momento para descontrair, e o que era um frete passou a ser um hábito que faço com todo o gosto. Além disso, tem o plus de que a pele fica super fofinha e a cheirar maravilhosamente bem!

3. Exercitar o corpo

Movimento, o nosso corpo precisa de movimento! Nós fomos feitos para nos movermos! Mas quando se tem um emprego em que as oito horas são passadas sentadas em frente a um computador, pode tornar-se um bocado difícil nos movermos a toda a hora. Para algumas pessoas, o gosto pelo desporto é inato e sentem-se verdadeiramente felizes quando estão a sofrer entre pranchas e halteres. Para outras, o exercício físico é um tormento. No entanto, tenho a minha teoria: todos nós gostamos de exercício, só temos de descobrir qual é o ideal para nós. Depois de descobrirmos o que nos faz sentir ativos e vivos, rapidamente se torna em algo prazeroso! Até porque, vamos lá admitir, não há muitas sensações que saibam tão bem como chegar ao final de um treino, com a sensação de dever cumprido certo? Eu adoro caminhadas, cardio, dança, localizada. Gosto, acima de tudo, de estabelecer objetivos e de me superar. Ter um corpo tonificado e saudável são os bónus! 

4. Dormir

O sono é a melhor meditação de todas as meditações, já dizia Dalai Lama, e é a mais pura das verdades. Dormir bem é reparador, não só para o corpo como para a mente. O nosso cérebro precisa do sono para fazer a triagem da informação recebida durante o dia, selecionando a que fica guardada daquela que vai direta para a reciclagem. Sei que no nosso quotidiano o tempo é algo que nos foge das mãos e, por isso, tentamos aproveitar todos os segundos e consideramos que parar é morrer, que dormir é um desperdício de tempo. Mas não é verdade, dormir é uma condição essencial para estarmos a 100% para aproveitar a vida. Poucas coisas sabem tão bem como dormir uma noite inteira, sem despertares, profundamente!

5. Alimentação saudável

Eu não vos disse que as minhas dicas eram do mais básico que poderia existir? Isto são apenas verdades de La Palice! No entanto, nunca é demais reforçar que o nosso corpo é a nossa casa, é o nosso templo sagrado e, como tal, temos de cuidar dele da melhor forma possível. É preciso nutrir o nosso corpo com alimentos do bem, ricos em nutrientes, que nos permitam ter energia e vitalidade para usufruir da nossa estadia nesta vida maravilhosa. Claro que há espaço para o chocolatinho maroto, para a francesinha mensal, há espaço para tudo, desde que a palavra-chave seja equilíbrio! 

6. Respirar conscientemente

Aprender a respirar bem é uma ferramenta importantíssima, que todos devíamos ter na nossa caixa de pronto socorro da vida. Respirar profundamente, sem pressas, permitindo ao corpo absorver o ar puro e libertar o tóxico liberta-nos a mente e tranquiliza-nos o corpo. Parar ao longo do dia para verificar como está a nossa respiração e perder uns segundos a fazer três a cinco respirações conscientes é das melhores formas que temos para expressar ao nosso corpo e à nossa mente de que está tudo bem, está tudo tranquilo. Muitas vezes, no trabalho, quando vou à casa de banho, fico um bocadinho a respirar fundo. Inspiro lentamente, sentindo o ar chegar a cada ponto do meu corpo e depois expiro, de forma controlada e longa, de forma a que o ar vá saindo aos poucos, como se o meu corpo estivesse a esvaziar. Aparentemente nada se altera, mas por dentro sinto-me plena e confortada.

7. Expressão emocional

Rir, chorar, soltar um suspiro, um grito se for necessário. Expressem-se pela vossa saúde. As emoções existem para nos guiar, são indicadores do nosso estado mental e precisam de ser ouvidas e libertadas. Aceitar o que estamos a sentir, neste instante, é o truque para que a emoção, seja ela qual for, seja experienciada e passe. Sim, as emoções são transitórias quando as aceitamos e lhes damos espaço para se libertarem. Afinal, qual é a pior coisa que pode acontecer? O pior advém, acreditem, quando não o fazemos. 

8. Sorrir :)

Faço parte do grupo de gente que acredita que a sorrir tudo se torna melhor. Sorrir ilumina-nos e ilumina os que estão ao nosso redor. Mesmo nos dias difíceis, um sorriso tem a capacidade de apaziguar a dor e, biologicamente falando, quando sorrimos transmitimos ao nosso cérebro a mensagem de que está tudo bem. Por isso, sorriam sempre e sorriam muito :)

9. Desfrutar da vida

Não se levem a sério, aproveitem a vida ao máximo, mesmo nas coisas mais simples e singelas. Estejam abertos à experiência e não tenham medo de correr riscos. Eu escrevo-vos isto e escrevo-o para mim também, que vivo sempre com o modo medo ativado. Cantem a caminho do trabalho, dancem no quarto, façam coisas que elevem o vosso espírito para cima, que vos preencham o coração. Para mim, ler um bom livro, ver aqueles filmes clássicos que já vi mil vezes mas que mesmo assim me encantam sempre (sim Dirty Dancing, estou-me a referir a ti!), jogar uno com a minha família, ouvir música bem alto e dançar sem vergonhas, escrever,  beber uma boa chávena de chá, são tudo coisas que me fazem sentir bem. Descubram o que vos faz bem e façam-no! 

10. Agradecer

Por último, mas não menos importante, agradeçam. Agradeçam o simples facto de estarem vivos, de respirarem, de cá estarem. Agradeçam, mesmo pelas adversidades que a vida trouxer, porque não há crescimento nem transformação sem dor, a vida é mesmo assim, uma constante e incessante procura pelo equilíbrio. Pensem no milagre que é o funcionamento do nosso planeta, do nosso corpo, na riqueza que existe neste mundo e sintam-se gratos por terem a oportunidade, ainda que vã, de poderem usufruir desta magia. Quando agradecemos pelo que temos, mesmo que não pareça ser muito, o pouco transforma-se em riqueza.