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the old soul girl

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23
Set20

#15 Self-care Journal: List 10 things you love about your body.

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Estive ausente, o desafio dos 100 ficou em stand-by, mas foi pelo melhor motivo que pode existir: fui de férias. Ainda pensei em escrever, senti até vontade de o fazer, mas confesso que a vontade de pegar no computador ultrapassou a de escrever e, por isso, gozei as férias bem longe de ecrãs e monitores. Muito há para escrever e muito será escrito, a seu tempo, mas por agora dedico-me a enumerar as 10 coisas que adoro no meu corpo. Estou em crer que este desafio entrou nas listas temáticas de 10 coisas e que destas não me livrarei tão cedo. 

Quero esclarecer, antes de iniciar a minha lista, que os itens que se seguem são relativos ao meu corpo no sentido mais amplo que possa existir. Não pensei escrever apenas acerca das partes do meu corpo de que mais gosto, porque eu adoro o meu corpo como um todo e grande parte desta lista é constituída por funções que o meu corpo é capaz de fazer e que me permitem desfrutar em pleno da vida. Posto isto, vamos nessa:

1. Respira

Sim, enquanto respirar, o meu corpo permite-me manter-me viva e na vida. Adoro respirar fundo, sentir o ar invadir-me o corpo de uma ponta à outra, crescendo para, depois, esvaziar lentamente. Ar é vida, por isso, a primeira coisa que adoro no meu corpo é a sua capacidade de respirar (e bem).

 

2. Movimento

O meu corpo é capaz de se mover, seja andar, correr ou saltar. Leva-me a qualquer lado, é o veículo de transporte mais luxuoso em que já andei. Adoro como me proporciona conhecer o mundo, como me permite gastar energia. O que mais gosto quando estou a fazer exercício físico é a sensação de movimento, de sentir o corpo esticar, dobrar, saltar. 

 

3. Até à data, poucas paragens para manutenção

*isola* Até aos dias de hoje, o meu corpo comporta-se maravilhosamente. Tem um ou outro momento de falha técnica, o que é naturalíssimo de uma máquina que trabalha 24/7, mas nunca me deixou ficar mal nem em apertos. E isso é, sem dúvida alguma, algo merecedor de adoração. 

 

4. Permite-me experienciar os 5 sentidos (embora uns mais apurados do que outros)

Recentemente fiz uma meditação da Sarah Blondin, de quem já falei aqui, na qual fui guiada a focar-me na vida sagrada que vive dentro de mim (e na verdade, de todos nós). A meditação começou por me guiar a colocar as mãos nos olhos e agradecer pelo dom sagrado que é a visão. Depois, nas orelhas, a audição. Na garganta, a capacidade de fala. No coração, a vida a pulsar. Os sentidos permitem-nos experienciar o mundo, desfruta-lo, saborea-lo. E tal só é possível se tivermos um equipamento eficaz. 

 

5. Aguenta com as minhas crises existenciais e ataques de nervos

Nem sempre sou a melhor amiga do meu corpo. Nem sempre lhe dou o melhor combustível, enchendo-me (algumas vezes) de guloseimas e comidas não tão saudáveis. Nem sempre lhe dou o descanso que merece, quando me deito tarde e acordo cedo, quando faço scroll infinito e extermino qualquer produção de melatonina. Nem sempre lhe dou o movimento que precisa, sobretudo naquelas horas sedentárias de trabalho em que até ir à casa de banho parece uma tortura. Nem sempre respiro fundo e o preencho de calma, quando me entrego a pensamentos negativos e cenários catastróficos que só existem na minha mente, é certo, mas que o meu corpo não é capaz de distinguir se é real ou ficção e, como tal, reage como se se tratasse de algo realmente sério e perigoso. Mas, mesmo assim, o meu companheiro de viagem aguenta todos estes embates. Quando reclama, é quando já está bem perto do seu limite. E, muitas vezes, nem assim o ouço e ele, coitado, é obrigado a por o pé no travão com decisão e assertividade, para me forçar a ouvir as suas queixas. Ele aguenta o que pode e não pode e ainda me avisa quando os níveis de energia estão a entrar na reserva.

 

6. Sorri o tempo todo

Gosto de sorrir e gosto de sorrisos. Acho que já escrevi mais vezes sobre sorrisos do que outro assunto qualquer. Por isso, claro que era item obrigatório nesta lista. Se há coisa em mim que adoro, é o sorriso. 

 

7. Pés

Ah, pés! Não conheço quase ninguém que goste dos seus, mas eu adoro os meus. Pequeninos, gordinhos e perfeitinhos. Levam-me a todo o lado e permitem-me manter-me bem assente na terra. 

 

8. Maminhas (sim, inhas)

Esta foi, durante algum tempo, uma relação de ódio e negação. Muito soutien push-up habitava na minha gaveta. Não gostava das maminhas, pensava que tinha tão pouca sorte! Deus dá tanto a umas e tão pouco a outras! A verdade é que hoje adoro que sejam assim: inhas. Mais do que aceitar, passei mesmo a gostar delas. Só vejo vantagens: posso dormir de barriga para baixo sem qualquer problema, dores nas costas não sei o que são, qualquer soutien de 5€ serve para as manter no sítio, etc. E, mais importante, grandes ou pequenas, querem-se saudáveis. Essa é a maior dádiva.

 

9. Cabelo 

Gosto do meu cabelo, acho-o não só bonito, como uma extensão da minha personalidade, um elemento que compõe na perfeição o quadro da minha pessoa. É cheio de energia e dinâmica, ensinou-me que tem vontade própria e que na vida não podemos controlar tudo!

 

10. É o meu

É o que tenho e, por isso, é com ele que tenho de viver. Gosto do meu corpo, mesmo com as suas imperfeições inevitáveis e associadas. Gosto de olhar para ele e sentir-me bem, em casa. Porque é isso que ele é: a minha casa. Onde estou, ele está. Por isso, há que aceitar e aprender a gostar, sobretudo das coisas menos perfeitas porque são essas, tantas vezes, que nos tornam únicos. 

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